A Cruz Vermelha expressou profundo pesar pela morte de três voluntários que atuavam na República Democrática do Congo (RDC) e foram vítimas do vírus ebola. A entidade divulgou a informação em nota no sábado (23).
No comunicado, a organização afirmou que os voluntários "perderam suas vidas para o vírus ebola enquanto lutavam bravamente na linha de frente do combate à doença".
A Cruz Vermelha também homenageou o legado dos falecidos, declarando: "Expressamos nossos mais profundos sentimentos e sincero respeito aos familiares, amigos e a toda a equipe congolesa. O legado de coragem, humanidade e sacrifício desses voluntários jamais será esquecido."
Surto de Ebola na RDC
A República Democrática do Congo enfrenta um surto de ebola, conforme anunciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na sexta-feira (23). O país é considerado de "risco muito alto" para a contaminação pelo vírus, indicando uma rápida disseminação da doença.
De acordo com a última contagem da OMS, 82 pessoas foram oficialmente infectadas e sete mortes foram confirmadas. No entanto, os números podem ser maiores, com cerca de 750 casos não confirmados e 177 mortes suspeitas.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC Africa) alertou na sexta-feira (22) que dez nações africanas estão sob risco de um surto de ebola. São elas:
• Sudão do Sul
• Ruanda
• Quênia
• Zâmbia
• República Centro-Africana
• Tanzânia
• Etiópia
• Angola
• Congo
• Burundi
Uma retificação: a informação inicial de que os voluntários mortos seriam brasileiros estava incorreta. As vítimas eram profissionais de outras nacionalidades.