A criação de novas rotas comerciais ligando Rondônia aos portos do Pacífico voltou ao centro das discussões durante entrevista do diretor da APROSOJA-RO, Diego Meurer, ao podcast RURALCAST, apresentado pelo jornalista Isaías Sena.
Segundo Meurer, o estado possui posição estratégica para ampliar relações comerciais com países vizinhos e acessar mercados internacionais de forma mais eficiente. Para ele, o avanço logístico é fundamental para garantir competitividade ao agronegócio da região Norte.
O dirigente explicou que a BR-429 e outras conexões terrestres podem se transformar em corredores logísticos importantes para exportação e importação, aproximando Rondônia dos portos do Peru e fortalecendo o comércio regional com a Bolívia.
“Estamos ao lado do Pacífico e precisamos transformar isso em oportunidade econômica real para Rondônia”, afirmou.
Durante a entrevista, Diego destacou que o desenvolvimento logístico não beneficia apenas grandes produtores, mas toda a cadeia econômica regional, incluindo agricultura familiar, comércio, transporte e geração de empregos.
Ele também criticou a lentidão histórica na execução de projetos estruturantes e afirmou que o estado precisa sair do debate teórico para a prática.
“O problema é que muitas pautas ficam apenas no discurso. Precisamos concluir projetos e transformar ideias em desenvolvimento”, declarou.
O diretor da APROSOJA-RO ainda apontou que o agro movimenta grande parte da economia rondoniense e possui efeito multiplicador em diversos setores da sociedade.
Segundo ele, quando o produtor cresce, cidades inteiras crescem junto, gerando renda, circulação econômica e fortalecimento regional.
Além da logística internacional, a entrevista trouxe discussões sobre rodovias estaduais, manutenção de estradas e os impactos do custo do transporte na produção agrícola.
Diego Meurer ressaltou que o produtor rural enfrenta custos elevados para escoar a safra e muitas vezes não recebe a infraestrutura necessária para garantir eficiência operacional.
Ele afirmou que Rondônia reúne clima favorável, solo produtivo e população trabalhadora, fatores que podem transformar o estado em uma potência ainda maior do agronegócio brasileiro.
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