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Rondônia registra desemprego de 2,6% e fica entre os menores índices do Brasil

Estado teve queda de 1 ponto percentual na taxa de desocupação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026

Cidade: Nova Brasilândia d'OesteRedação

Rondônia encerrou o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 2,6%, uma das menores do país e bem abaixo da média nacional, que ficou em 5,4%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice colocou Rondônia na quarta posição entre as unidades da federação com menor taxa de desemprego, atrás apenas de Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%).

O resultado também representa uma melhora em relação ao primeiro trimestre do ano. Rondônia registrou queda de 1 ponto percentual na taxa de desemprego, uma das reduções mais expressivas entre os estados no período.

No levantamento nacional, 13 unidades da federação apresentaram redução na taxa de desocupação. Rondônia aparece ao lado de estados como Mato Grosso do Sul, que teve queda de 1,1 ponto percentual, Minas Gerais (-1,2 p.p.), Tocantins (-1,5 p.p.), Acre (-1,6 p.p.) e Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.).

Rondônia abaixo da média nacional

A taxa registrada em Rondônia ficou menos da metade da média brasileira. No segundo trimestre, o desemprego nacional caiu de 6,1% para 5,4%.

Além de Rondônia, outros dez estados apresentaram índices inferiores à média do país: Santa Catarina, Mato Grosso, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul e Roraima.

Santa Catarina apresentou a menor taxa, com 2,1%. Já o Amapá registrou o maior índice, de 9,8%.

Diferenças entre os estados

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças observadas no mercado de trabalho entre as unidades da federação estão relacionadas a fatores como o grau de industrialização, o desempenho da atividade econômica e o nível de instrução da população.

A região Sul, por exemplo, apresenta taxas de desemprego mais baixas em comparação com estados das regiões Norte e Nordeste.

Desemprego de longa duração cai

A Pnad Contínua também apontou uma redução no número de brasileiros que estão há pelo menos dois anos procurando trabalho.

No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação, o menor número registrado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 15,6%.

Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores

Os dados nacionais mostram diferenças na taxa de desemprego conforme sexo e cor ou raça.

Entre os homens, a taxa ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, o índice chegou a 6,4%.

Por cor ou raça, a taxa foi de 4,2% entre pessoas brancas, enquanto atingiu 6,1% entre pardos e 6,9% entre pretos.

Pelos critérios adotados pelo Estatuto da Igualdade Racial, a população negra é formada pelo conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de ocupação, como trabalhadores com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria. Para ser classificada como desocupada, a pessoa precisa estar sem trabalho e ter procurado uma vaga no período de referência estabelecido pela pesquisa.

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