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OPORTUNIDADE: Aulões do Programa BNDES Periferias Fortes Norte finalizam em Rondônia

Cidade: Nova Brasilândia d'OesteAssessoria de imprensa

Inscrições para organizações e coletivos interessados em participar do programa, que oferece apoio financeiro de até R$ 300 mil, seguem abertas até 31 de agosto de 2026; edital completo pode ser conferido na matéria.

Na última terça-feira (18) e quarta-feira (19), Porto Velho e Candeias do Jamari receberam os aulões do Programa BNDES Periferias Fortes Norte, iniciativa financiada pelo BNDES e executada pelo Instituto Phi e pelo Instituto Phomenta, em parceria com a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé.

A ação teve como objetivo mobilizar e mapear organizações e coletivos que atuam em territórios periféricos urbanos de Rondônia, além de apresentar o programa e esclarecer dúvidas sobre o processo de inscrição. O Programa BNDES Periferias Fortes Norte busca fortalecer organizações da sociedade civil e coletivos que atuam em periferias, favelas e comunidades urbanas, oferecendo apoio para que essas iniciativas possam melhorar sua gestão, ampliar sua sustentabilidade e desenvolver seus projetos.

O programa é destinado a organizações e coletivos que atuam em comunidades periféricas urbanas mapeadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Rondônia, a mobilização é realizada pela Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, organização não governamental fundada em 1992, com sede em Porto Velho. Há 33 anos, a instituição atua na proteção do meio ambiente e na defesa dos direitos humanos e dos povos indígenas da Amazônia. A Kanindé foi a responsável pela articulação e mobilização das organizações no estado para participação no programa.

Aulões reuniram organizações de diferentes áreas. Os encontros reuniram lideranças e representantes de organizações e coletivos que atuam em diferentes áreas, como geração de emprego e renda, serviços urbanos, saúde, educação, esporte, justiça, meio ambiente e outras iniciativas relacionadas ao desenvolvimento regional e social. Durante os aulões, os participantes puderam conhecer melhor o programa, tirar dúvidas sobre o edital e entender como suas organizações podem participar.

A iniciativa também funcionou como um espaço de escuta para identificar as principais necessidades e desafios enfrentados pelas organizações nos territórios. Para Magno Silva, presidente da CoopOrgulho, Cooperativa dos Moradores do Residencial Orgulho do Madeira, a participação no programa pode contribuir para ampliar as ações desenvolvidas pela organização no conjunto habitacional Orgulho do Madeira, em Porto Velho. “Participar do programa traz para a gente uma ampliação do trabalho que a gente vem fazendo no Orgulho do Madeira. Hoje a gente tem em fase a implantação de horta comunitária que vai impactar mais de 50 pessoas diretamente e, indiretamente, mais de 150 famílias”, afirma.

Segundo Magno, entre os desafios enfrentados pela cooperativa estão a captação de recursos e a necessidade de melhorar a estrutura e ampliar os projetos desenvolvidos para a comunidade. Em Candeias do Jamari, a Associação Mães Atípicas também participou do encontro. De acordo com Ana Cácia Pereira, sócia-fundadora da instituição, a organização desenvolve ações voltadas à comunidade atípica, como apoio para consultas médicas, locomoção para terapias, doação de cestas verdes e suporte emocional. Para ela, o aulão foi uma oportunidade para adquirir conhecimento sobre o programa e buscar formas de viabilizar recursos para ampliar o atendimento à comunidade.

Entre os principais desafios enfrentados atualmente pela instituição estão as áreas da saúde e da educação para conseguir profissionais capacitados nos atendimentos. O programa oferece capacitação, mentoria e apoio financeiro. Durante dois anos, as organizações selecionadas terão acesso a diferentes formas de apoio para fortalecer suas atividades. Entre elas estão capacitações, mentorias, diagnóstico de maturidade institucional, bolsa de incentivo e apoio financeiro.

A capacitação será realizada por meio de encontros formativos on-line sobre gestão, planejamento e fortalecimento das organizações e coletivos. Já a mentoria contará com acompanhamento individualizado de profissionais especializados, de acordo com os desafios de cada iniciativa. O programa também realizará um diagnóstico de maturidade institucional para identificar em que estágio a organização se encontra e quais pontos podem ser aprimorados.

As lideranças participantes ainda poderão receber uma bolsa de incentivo para apoiar sua dedicação às atividades de formação e mentoria, conforme as regras estabelecidas no edital. Já o apoio financeiro será destinado à execução do plano elaborado pela própria organização durante o programa. Para receber esse recurso, o plano deverá ser aprovado. Coletivos que ainda não possuem CNPJ deverão concluir a formalização jurídica antes do recebimento do recurso. As organizações de pequeno porte poderão receber até R$100 mil, enquanto as de médio porte poderão ter acesso a até R$300 mil em apoio financeiro.

Quem pode participar?

De acordo com Adriana Montenegro, coordenadora do programa pelo Instituto Phomenta, os aulões foram importantes para aproximar a equipe das organizações que atuam nos territórios. “O aulão é o momento onde a gente conhece as organizações, escuta suas necessidades, sabe os problemas, o que fazem no território e a diferença que faz. É o momento de conhecer e explicar essa oportunidade, que é um edital que veio para fortalecer mais ainda essas iniciativas, coletivos e OSCs que trabalham nas periferias do estado”, destacou.

A analista de Projetos Regionais do Instituto Phi, Alyssa Shibuya, reforçou que organizações de qualquer município de Rondônia podem participar do edital. Não é necessário que a organização esteja localizada em Porto Velho ou Candeias do Jamari. Segundo ela, um dos critérios é que a atuação do coletivo ou organização esteja relacionada a uma zona periférica urbana. Podem participar tanto organizações formalizadas quanto coletivos que ainda não possuem CNPJ, observadas as regras previstas no edital.

Inscrições seguem abertas

Mesmo quem não conseguiu participar dos aulões ainda pode inscrever sua organização ou coletivo no programa. Os encontros funcionaram como momentos de apresentação, tira-dúvidas, orientação e acompanhamento técnico, mas a participação no aulão não é requisito para realizar a inscrição. As inscrições seguem abertas até o dia 31 de agosto de 2026.

O edital completo, os critérios de participação e o formulário de inscrição estão disponíveis no portal do programa. O Programa BNDES Periferias Fortes Norte realizará ações em 17 municípios da Região Norte e do Maranhão para apresentar a iniciativa e esclarecer dúvidas das organizações interessadas. Após a etapa realizada em Rondônia, o programa segue para Rio Branco (AC) e Palmas (TO).

A iniciativa busca fortalecer organizações e coletivos que já desenvolvem ações nos territórios periféricos, contribuindo para o desenvolvimento regional e social das comunidades atendidas.

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