Tecnologia, sustentabilidade e protagonismo jovem estiveram juntos na apresentação do projeto Samaúma durante o 2º BÉRA Spark, maratona de inovação construída a partir da escuta de produtores rurais e parceiros institucionais.
A solução foi apresentada por Júlia Moraes de Almeida, de 15 anos, estudante do 2º ano do Ensino Médio Técnico em Informática do IFRO – Campus Porto Velho Zona Norte. O projeto conta com a orientação do professor Ranieri Braga dos Santos, coordenador do Centro Tecnológico do IFRO – Campus Porto Velho Zona Norte.
A apresentação integrou a atividade “BÉRA Spark: inovação para transformar a agricultura familiar”, no Auditório do Galpão 2.
A proposta da Samaúma parte de um problema prático: organizar e tornar mais eficiente o processo de gestão dos resíduos produzidos pelos grandes geradores. Durante a apresentação, foi destacado que demandas que atualmente podem ser organizadas por e-mail tornam o processo mais demorado. A plataforma surge justamente com a proposta de integrar essas etapas e transformá-las em evidências rastreáveis.
“E se esse processo pudesse ser integrado e se cada etapa pudesse virar uma evidência?”, destacou a apresentação ao explicar o conceito que orientou o desenvolvimento da solução.
Samaúma_original.txt
Na prática, o fluxo começa com o cadastro do grande gerador de resíduos. Dentro da plataforma, ele poderá trabalhar com o PGRS – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, apontado na apresentação como requisito para o processo, além de entrar em contato com uma cooperativa para realizar a contratação.
A partir daí, a Samaúma propõe acompanhar o processo de transporte e chegada dos resíduos ao destino, produzindo informações e documentos que comprovem a destinação realizada. Esses dados também podem servir à gestão pública, permitindo maior acompanhamento dos geradores e do fluxo dos resíduos.
Outro ponto defendido durante a apresentação é a aproximação entre grandes geradores e cooperativas. Segundo o projeto, essa integração pode facilitar a regularização dos geradores e, simultaneamente, melhorar a organização das demandas destinadas às cooperativas e aos trabalhadores envolvidos na coleta.
Para o poder público, a proposta é gerar informações capazes de contribuir para fiscalização, transparência e maior eficiência na gestão dos resíduos. Para os grandes geradores, além da busca pela conformidade ambiental e legal, a apresentação destacou a possibilidade de comprovar práticas ambientalmente responsáveis.
A participação de uma estudante de apenas 15 anos à frente da apresentação também evidencia o papel da educação técnica e da inovação na construção de soluções para problemas concretos. No 2º BÉRA Spark, a Samaúma mostrou como tecnologia, sustentabilidade e integração entre diferentes atores podem caminhar juntas na busca por novos modelos de gestão.