RuralCast Show

ASSISTA: Os Caipiras Aviron une tradição, tecnologia e assistência gratuita aos criadores de aves

Com 36 anos de atuação em Porto Velho, empreendimento produz ovos, pintinhos e codornas e desenvolve o Projeto Cocoricó para orientar avicultores

Redação Olá Rondônia / RuralCast
Foto: Olá Rondônia / RuralCast

Uma trajetória dedicada à avicultura

A produção de ovos, pintinhos e codornas em Porto Velho foi o tema central da entrevista com Idevaldo Dorazio, de Os Caipiras Aviron, no podcast RuralCast.

O episódio foi apresentado por Inácio Rocha e integrou a cobertura especial do Grupo Amazun durante a 2ª AGROTEC, realizada em Porto Velho, Rondônia.

Médico-veterinário e especialista em avicultura, Idevaldo falou sobre sua trajetória profissional, o pioneirismo da empresa, a evolução da produção e os investimentos realizados no setor ao longo de aproximadamente 36 anos.

“Antes mesmo de cursar veterinária, eu já tinha uma ligação muito forte com as aves.”

O interesse pela atividade levou Idevaldo a direcionar seus estágios para a avicultura. Depois de concluir a graduação em Lages, Santa Catarina, ele começou a trabalhar profissionalmente com matrizes de reprodução e incubação.

“Eu me formei em Lages e comecei a trabalhar com matrizes de reprodução e incubação. Tive grandes mestres e sempre fui muito dedicado às aves.”

Experiência profissional começou há mais de quatro décadas

Durante a entrevista, Idevaldo explicou que sua experiência profissional com aves começou há aproximadamente 42 anos.

Antes de chegar a Rondônia, trabalhou em empresas especializadas na reprodução e incubação de aves no Sul e no Nordeste do Brasil.

Uma das experiências ocorreu em uma grande granja de Fortaleza, onde teve contato com a produção de codornas, atividade que mais tarde se tornaria uma das frentes do empreendimento em Porto Velho.

“Eu já trabalho com aves há 42 anos. Comecei com matrizes de reprodução e incubação.”

O conhecimento adquirido ao longo da carreira foi fundamental para estruturar a produção em Rondônia e adaptar a atividade às condições do mercado regional.

Pioneirismo em Porto Velho

Idevaldo chegou a Porto Velho há aproximadamente 36 anos. Na capital rondoniense, arrendou inicialmente a granja do 5º Batalhão de Engenharia de Construção, onde permaneceu durante cerca de dez anos.

Foi nesse período que começou a construir a trajetória do empreendimento.

“Eu cheguei a Porto Velho e arrendei a granja do 5º BEC. Foi ali que toda a história começou.”

A produção teve início com uma chocadeira pequena, preservada até hoje como símbolo dos primeiros passos do negócio.

“Comprei uma chocadeira pequena, que guardo como uma relíquia, e comecei com as codornas.”

Embora a atividade inicial estivesse ligada à coturnicultura, o grande objetivo sempre foi trabalhar também com reprodução e produção de pintinhos.

Produção alcança aproximadamente 3 mil ovos por dia

Os Caipiras Aviron possui capacidade produtiva de aproximadamente 3 mil ovos por dia, atendendo consumidores, estabelecimentos comerciais e parceiros de Porto Velho.

A produção contempla ovos de galinha e ovos de codorna, segmento no qual Idevaldo mantém uma longa atuação.

O empreendimento também trabalha com codornas destinadas à produção de carne, ampliando a variedade de produtos disponíveis no mercado.

Com a certificação sanitária e produtos registrados pelo Serviço de Inspeção Municipal — Selo SIM, a empresa garante que os alimentos sigam os padrões exigidos para processamento e comercialização.

A regularização é importante para ampliar o acesso aos mercados e oferecer segurança aos consumidores.

Porto Velho possui forte consumo de ovos de codorna

Idevaldo destacou a relação histórica de Porto Velho com o consumo de ovos de codorna. Segundo o empresário, a capital possui um dos maiores consumos per capita do produto no país.

“Posso garantir que Porto Velho tem um dos maiores consumos per capita de ovos de codorna do Brasil.”

Há décadas, o empreendimento mantém fornecimento regular para estabelecimentos comerciais da cidade.

“Atendo o mercado de Porto Velho há cerca de 35 anos e nunca deixei faltar o produto.”

A continuidade no abastecimento ajudou a consolidar o consumo e tornou os ovos de codorna conhecidos entre os consumidores da capital.

Durante a entrevista, Idevaldo também esclareceu dúvidas e crenças populares relacionadas ao alimento. Ele explicou que o ovo de codorna possui nutrientes importantes, mas alertou que algumas propriedades atribuídas ao produto não possuem comprovação científica.

Pintinhos são o carro-chefe do negócio

Apesar da tradição na produção de codornas, Idevaldo explicou que o principal segmento de Os Caipiras Aviron é atualmente a incubação e produção de pintinhos.

O incubatório está localizado nas proximidades da Polícia Rodoviária Federal, na região da BR-364, próximo ao município de Candeias do Jamari.

“Nosso carro-chefe é a produção de pintinhos. Nós temos um incubatório registrado pelo Ministério da Agricultura.”

Segundo o entrevistado, existem poucas estruturas dessa natureza regularizadas em Rondônia, o que reforça o pioneirismo e a importância do empreendimento para a avicultura estadual.

Capacidade chega a 400 mil ovos por mês

O incubatório possui equipamentos de grande porte. Cada incubadora comporta aproximadamente 57 mil ovos férteis.

Quando todas as máquinas operam em capacidade máxima, o empreendimento pode incubar até 400 mil ovos por mês.

“Cada máquina comporta 57 mil ovos de galinha. Trabalhando com capacidade máxima, conseguimos incubar até 400 mil ovos por mês.”

Atualmente, a estrutura opera entre 60% e 70% de sua capacidade. Isso significa que ainda existe espaço para ampliar a produção e atender novos projetos avícolas.

“Hoje operamos com aproximadamente 60% a 70% da capacidade.”

A ampliação depende da demanda e das parcerias firmadas com granjas, frigoríficos e criadores de diferentes regiões.

Ovos férteis vêm de outros estados

Idevaldo explicou que os ovos férteis utilizados na produção dos pintinhos são adquiridos principalmente de empresas localizadas em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

“Cem por cento dos ovos que vão para as chocadeiras vêm de São Paulo e do Rio Grande do Sul.”

Os ovos chegam ao incubatório e permanecem nas máquinas durante aproximadamente 21 dias, período necessário para o nascimento dos pintinhos.

“O ovo fértil fica na máquina e o pintinho nasce no 21º dia. A natureza é muito precisa.”

Depois do nascimento, as aves são separadas e destinadas de acordo com a linhagem e a finalidade produtiva.

Avicultura possui diferentes segmentos

Durante o RuralCast, Idevaldo explicou que a avicultura comercial trabalha basicamente com três segmentos: aves de postura, aves de corte e aves de dupla aptidão.

As aves de postura são selecionadas geneticamente para a produção de ovos. Já as aves de corte apresentam maior capacidade de ganho de peso e são destinadas à produção de carne.

O terceiro grupo é formado pelas aves de dupla aptidão, conhecidas popularmente como caipiras. Essas linhagens podem ser criadas tanto para a produção de carne quanto para a postura.

“Na avicultura, temos as aves destinadas à produção de ovos, as aves de corte e as linhagens de dupla aptidão, que são as aves do tipo caipira.”

Entre as aves caipiras citadas estão variedades como pescoço-pelado, carijó e gigante-negro.

“São segmentos com características genéticas diferentes e cada um possui uma finalidade específica.”

Pintinhas para granjas de postura

Os Caipiras Aviron atende granjas que precisam adquirir pintinhas destinadas à produção de ovos comerciais.

Uma das demandas mencionadas por Idevaldo envolve lotes com aproximadamente 20 mil aves para uma única granja.

“Atendemos várias granjas que precisam comprar pintinhas para produzir ovos.”

Na linhagem destinada à produção de ovos brancos, a identificação das fêmeas é realizada pela observação das penas das asas. O processo exige experiência, paciência e atenção.

Já em algumas linhagens de ovos vermelhos, a separação pode ser realizada por meio da coloração dos pintinhos.

“Na linhagem branca, precisamos separar macho e fêmea pela asa. Na linhagem vermelha, a diferenciação pode ser feita pela cor.”

Aves de corte possuem genética específica

As aves destinadas à produção de carne pertencem a linhagens diferentes das utilizadas na postura.

Esses animais são selecionados para alcançar maior ganho de peso em menor período, garantindo melhor desempenho produtivo.

Idevaldo explicou que tanto machos quanto fêmeas podem ser destinados à engorda nas linhagens de corte.

“Na produção de carne, tanto o macho quanto a fêmea possuem potencial de ganho de peso.”

A escolha correta da linhagem é fundamental para evitar prejuízos. Uma ave desenvolvida para postura, por exemplo, não terá o mesmo desempenho de uma ave selecionada para produção de carne.

Conhecimento reduz perdas na criação

Após décadas trabalhando com avicultura, Idevaldo percebeu que muitos criadores ainda enfrentam dificuldades por falta de orientação técnica.

Problemas de manejo, alimentação, temperatura, instalações e doenças podem causar mortalidade e reduzir a produtividade das aves.

“Existe uma carência muito grande de conhecimento. Muitos criadores ainda trabalham pelo ‘achômetro’.”

Segundo o veterinário, uma orientação fornecida no momento correto pode evitar perdas e contribuir para que a criação se transforme em uma atividade rentável.

“A grande satisfação de um empreendimento é ver o criador ter sucesso e ganhar dinheiro.”

Projeto Cocoricó oferece suporte gratuito

Para compartilhar o conhecimento adquirido ao longo de mais de quatro décadas, Idevaldo criou o Projeto Cocoricó — Ensinando os Segredos da Criação.

A iniciativa oferece suporte gratuito aos clientes que compram pintinhos e também orienta outros criadores que procuram ajuda.

“Minha maior missão é passar conhecimento. Foi por isso que criamos o Projeto Cocoricó.”

O acompanhamento começa com a coleta de informações sobre a criação. A equipe procura saber quantas aves existem, qual problema foi identificado, como estão as instalações e quais sintomas foram percebidos.

Os produtores também podem encaminhar vídeos, permitindo uma avaliação inicial à distância.

“Eu peço que a pessoa mande um vídeo da realidade dela. Com a experiência, consigo olhar e identificar onde pode estar o problema.”

Tecnologia aproxima veterinário e produtor

O envio de fotos e vídeos facilita o atendimento de criadores que vivem em municípios distantes ou até em outros estados.

Durante a entrevista, Idevaldo citou um atendimento realizado a um cliente de Cruzeiro do Sul, no Acre. Por meio da chamada de vídeo, ele conseguiu orientar procedimentos para avaliar as aves e identificar o possível problema.

“Com essa ferramenta, a pessoa vai filmando e eu consigo orientar em tempo real.”

Embora o atendimento remoto não substitua todos os procedimentos presenciais, ele ajuda a identificar falhas de manejo e situações que exigem uma avaliação mais aprofundada.

Projeto atende mais de dez pessoas por dia

Mesmo ainda em fase de estruturação, o Projeto Cocoricó já atende diariamente diversos criadores.

“Se eu falar que atendo mais de dez clientes por dia pelo telefone, ainda é pouco diante da demanda.”

O objetivo de Idevaldo é montar uma equipe capacitada para ampliar o serviço e alcançar até 100 atendimentos diários.

“Estou formando e treinando uma equipe para conseguir atender até 100 pessoas por dia que precisem de ajuda.”

O suporte é oferecido gratuitamente e busca acompanhar o produtor desde o início da criação, passando pelo manejo, alimentação, prevenção de problemas e avaliação dos resultados.

Apoio completo ao criador

Os clientes recebem orientação desde a preparação das instalações até as etapas de desenvolvimento das aves.

O Projeto Cocoricó busca oferecer suporte completo, ajudando o produtor a melhorar o desempenho do plantel e reduzir a mortalidade.

“Nós queremos ajudar os criadores a melhorar a performance.”

Para Idevaldo, não basta vender os pintinhos. O fornecedor também deve orientar o produtor para que as aves se desenvolvam adequadamente e gerem retorno financeiro.

“De que adianta o conhecimento se ele não for compartilhado?”

Produção de codornas e carne certificada

Além do incubatório, Os Caipiras Aviron trabalha com a produção e comercialização de ovos de codorna, codornas vivas e carne.

O frigorífico destinado ao processamento das codornas possui registro sanitário, garantindo o cumprimento das exigências para comercialização.

“Nós temos dois segmentos principais: o incubatório e a produção de codornas.”

A certificação e o Selo SIM permitem ampliar a presença dos produtos no comércio e garantem ao consumidor informações sobre a origem e a inspeção dos alimentos.

“Temos um frigorífico de codornas devidamente registrado, e nossos produtos chegarão aos mercados com toda a regularização.”

Participação na Cooperativa Agro Bom

No encerramento da entrevista, Idevaldo informou que o empreendimento também passou a integrar a Cooperativa Agro Bom.

A participação fortalece a comercialização e aproxima a empresa de outros produtores da agricultura familiar.

Por meio do cooperativismo, alimentos certificados podem alcançar escolas, instituições públicas e novos mercados.

Experiência transformada em legado

A participação de Idevaldo Dorazio no RuralCast mostrou que o crescimento da avicultura depende da união entre experiência, tecnologia, regularização sanitária e assistência técnica.

Com aproximadamente 36 anos de atuação em Porto Velho, Os Caipiras Aviron tornou-se uma referência na produção de ovos, codornas e pintinhos.

A capacidade de produzir cerca de 3 mil ovos por dia e incubar até 400 mil ovos por mês demonstra o potencial da estrutura. Ao mesmo tempo, o Projeto Cocoricó transforma décadas de conhecimento em orientação gratuita para os criadores.

“Quero deixar minha empresa organizada, mas minha maior missão é compartilhar conhecimento.”

O episódio integra a cobertura especial do RuralCast, podcast do Grupo Amazun, para o canal Olá Rondônia, diretamente da 2ª AGROTEC, em Porto Velho.


Assista ao podcast completo:


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