O Ministério da Saúde iniciou a oferta de nove novos medicamentos de alta tecnologia voltados ao tratamento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS). Esta medida representa a maior inclusão de fármacos para o cuidado com o câncer já realizada pela pasta, com o objetivo de atender integralmente à demanda por esses produtos.
Os novos medicamentos são indicados para 13 tipos diferentes de câncer e a previsão é beneficiar mais de 116 mil pessoas. A distribuição começou em 20 centros de tratamento distribuídos por todas as regiões do Brasil, com a meta de expandir o acesso para todas as unidades até o final do ano. O impacto financeiro anual apenas com a aquisição desses itens é de R$ 155,4 milhões.
A estratégia do governo federal prevê a oferta de 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, o que ampliará em 35% as alternativas terapêuticas na rede pública. Para viabilizar a medida, o Ministério da Saúde realizou compras diretas, articulou atas de registro de preços com estados e ampliou repasses de custeio, totalizando um impacto de R$ 4 bilhões anuais.
Novos medicamentos disponíveis
- Trastuzumabe: câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
- Abemaciclibe: câncer de mama precoce;
- Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos;
- Pazopanibe: câncer de rim de células claras metastático;
- Rituximabe: leucemia linfocítica crônica e linfomas;
- Abiraterona: câncer de próstata;
- Gefitinibe: câncer de pulmão não pequenas células;
- TSH recombinante: câncer diferenciado de tireoide;
- Sunitinibe: câncer de rim e GIST avançado.
Inovações e rastreamento
O governo também anunciou a implementação de um programa de rastreamento do câncer colorretal com a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais para pessoas entre 50 e 75 anos. Além disso, o SUS passa a adotar o teste DNA-HPV para o rastreamento do câncer do colo do útero e a custear cirurgias videotorácicas oncológicas, que são minimamente invasivas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também formalizou o compromisso para o próximo triênio do Proadi-SUS, com investimentos de R$ 4 bilhões. Entre as inovações, destaca-se o projeto de "Hospital Inteligente", que será implementado no Hospital das Clínicas da FMUSP, utilizando inteligência artificial e monitoramento remoto em UTIs, além da modernização de laboratórios para reduzir o tempo de entrega de laudos de biópsias para 48 horas.