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Coluna Porta Aberta por Fernando Garcia

Publicado Ontem, às 10h

Foto: Fernando Garcia

 

Palácio Rio Madeira

Há 6 meses para a eleição estadual, em Rondônia a busca pela cadeira número um do estado, praticamente polariza entre quatros pretensos candidatos ao Palácio das Águas, principalmente depois do desejo do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, de participar do processo eleitoral, que por sinal mexeu na orquestra política de Marcos Rogério, Fúria e até mesmo Expedito Neto. Hildon Chaves, deixou o governo municipal de Porto Velho, com uma margem altíssima de aprovação o que certamente lhe credencia boas condições para a disputa do pleito, não se esquecendo de que a escolha do deputado estadual Cirone, como seu pretenso vice caiu como uma luva.   

Indecisão

Muitos ensaios e costuras políticas começam a se desenhar, entretanto, uma delas que mais chama à atenção, foi a desistência do governador Marcos Rocha, que vinha empreendendo ritmo acelerado mas pisou no freio. Diferente dos ex-governadores que não tiveram problemas nenhum com seus vices, Rocha, esbarrou na figura do seu vice onde ambos estavam batendo de frente onde realmente ele encontrou uma série de adversidades. Dos três últimos governadores com mandatos de 8 anos, Marcos Rocha, foi o único que não carimbou passaporte para o Senado Federal, agora, sobrando a responsabilidade de eleger o Fúria, como seu sucessor.

Há tempo para tudo

A filiação do ex-deputado federal Expedito Neto, na sigla petista e, colocando o nome para apreciação do partido para disputar o governo do estado, evidentemente causou alvoroço nos meios políticos de Rondônia. Embora causa estranheza para alguns em admitir que Expedito Neto, era um estranho apenas consolidou seu nome visto que até poucos dias ocupava o cargo de Ministro da Pesca, embora tivesse cravado o voto para cassação da então presidente Dilma Rousseff, quando deputado federal em seu primeiro mandato. Em que pese toda essa celeuma, parece que a companheirada celebrou bastante esse alinhamento político, esquecendo todas as mágoas do passado, o que demonstra que o partido não é mais aquele da época do saudoso José Neumar Morais Silveira e companhia. 

Pela culatra

Nos bastidores corre solto que Expedito Neto, tomou decisão isolada do seu pai, que por sinal todos sabem que também é seu arquiteto político, embora ela seja rebelde em suas decisões desde quando deputado federal, onde geralmente quando esquentava nos bastidores de Brasília, o pai se tornava um bombeiro para debelar as chamas antes que viesse o escaldo. O que se observa de toda essa mexida no caldeirão político de Rondônia, é que sobrou muitas “colchas de retalho” para o ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, resolver, posto que todos sabem em Rondônia que a direita é fortíssima e desvencilhar comentários de campanha que pai e filho não comungam a mesma ideologia vai ficar difícil. Outros visionários da política, acreditam que a decisão foi tomada em conjunto, pai e filho, mas de qualquer forma deixou o prefeito de Cacoal com a pulga atrás da orelha, veremos...

Jogo político

Dos tradicionais caciques políticos de Rolim de Moura, Marinha, Valdir Raupp, Ivo Cassol e Expedito Júnior, todos sem mandatos desde às eleições de 2018, sendo que Expedito Júnior, vem há mais tempo sofrendo constantes derrotas desde de 2010, quando tentou se eleger ao governo do Estado, mas foi bloqueado por ações judiciais. Depois disso se lançou mais três vezes, sendo a última para o Senado Federal, não obtendo êxito em nenhuma delas, mesmo com toda sua experiência política, sendo o candidato com maior número de eleições disputadas em Rondônia. Mas uma coisa que chama bastante atenção, é seu convívio político com todos os governadores desde a época de Jerônimo Santana, exceto o governo de Valdir Raupp, logo agora no apagar das luzes, Expedito Júnior, aproximou-se de Marcos Rocha, coisas da política. 

Proposituras

Apesar de não ter concluído seu mandato de senador, onde nem pela metade chegou, o então senador da República, que se elegeu para o mandato 2006 a 2014 Expedito Júnior, exerceu o mandato apenas pelo período de três anos de mandato deixou marcas indeléveis, como suas proposituras para regularização dos mototaxistas e o projeto de Lei, que caracteriza como insalubre o exercício das atividades de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias e sobretudo o Projeto de Lei, sobre as placas de taxistas que sem dúvida foi de grande valia a garantia de quando do falecimento do usuário da placa ficaria para os herdeiros, todos esses projetos ecoaram fortemente pois esses benefícios tiveram alcance de nível nacional. 

Ainda mornas

As pretensas candidaturas em Rolim de Moura, para deputado estadual ainda continuam mornas, alguns nomes vez em quando são ventilados aqui acolá, mas sem muita repercussão. Até mesmo o nome do doutor Ferrari que já vem massificando em outras eleições, continua ausente de comentários, embora esteja mantendo contatos diretos com as comunidades da região. Saiu candidato a vereador em Porto Velho, sendo expressivamente bem votado mas infelizmente por causa de legendas mais uma vez ficou no caminho. Antes fazia atendimento junto as comunidades com muitos profissionais de áreas com especialidades diversas da medicina, mas atualmente está fazendo atendimento carreira solo. 

Percorrendo

O ex-prefeito de Nova Brasilândia, Silas Borges, também pretende-se candidatar a uma vaga no parlamento estadual, no momento sendo primeiro suplente de seu partido na Assembleia Legislativa. Silas Borges, foi prefeito de Nova Brasilândia em dois mandatos consecutivos, registrando na época uma imensa popularidade perante os feitos em sua administração, saindo com uma margem de saldo bastante positivo. Caso venha ser candidato a deputado estadual, Silas Borges, deve fazer uma excelente votação e representar a cidade de Nova Brasilândia que há muitos anos não elege um deputado estadual, onde os últimos representantes foram Adriano Boiadeiro e o saudoso Beto do Trento, há mais de quinze anos atrás. Borges, que está morando em Rolim de Moura, tem gozado de boa aceitabilidade por onde passa, demonstrando que tem um carisma elevado, podendo ter uma farta votação na capital da Zona da Mata e região.

Acorda bancada

O sonho da duplicação da tão sonhada obra da BR 364, pelos rondonienses virou um pesadelo sem fim. Uma estrada federal do eixo de Vilhena a Porto Velho, já ceifou centenas de vidas durante todo esse período, inclusive vários políticos do estado, como vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais e o povo em geral, esse paga os impostos que bancam as mordomias daqueles que andam de aviões e helicópteros, sempre ilesos dessas tragédias. Mas o que é curioso e chama atenção dos rondonienses, foi a desatenção da bancada federal senadores e deputados federais, para o processo de licitação para implantação de duplicidade nos pontos caóticos ao longo da BR assassina. Em vez de serem vigilantes sobre a importante pauta, nossos representantes foram “dormilantes”, deixaram passar batidos, “agora a Inês é morta”.

Omissos e coniventes

São coisas que podemos enfatizar que faltou denodo por parte dos nossos senadores e deputados federais, pois é uma obra de grande significância para o Brasil e sobretudo para os rondonienses. Não é justo nós pagarmos o mais alto pedágio do país, por causa de uma bancada dorminhoca que não está atenta aquilo que lhe foi confiada, que é a de representar o povo de Rondônia com galhardia. Além do alto valor, causa repugna a cobrança do pedágio sem nenhuma estrutura de melhoria, a não ser as câmaras que estão em movimento registrando o valor a ser pago pelos motoristas. É de acreditar, que nenhum desses representantes do povo, não tenham empresas prestadoras de serviços para os empresários exploradores, ou indicação de funcionários com altos salários em forma de compensação por generosidade.

Festivais de gastos públicos

Tinha até parado alguns anos os gastos de verbas públicas, para bancar festas de aniversários de municípios, exposições e outras festividades que assolam os cofres públicos em quase todas as cidades de Rondônia. Já virou banalidade deputados estaduais destinarem emendas para os municípios, o chamado pão e circo para à população utilizando-se verbas públicas para se alto promoverem sem nenhum empecilho da Lei, fazendo com que milhões sejam gastos sem proveito nenhum. É preciso acabar com essas farras com dinheiro público, para contratar artistas de nível nacional por preços exorbitantes, enquanto falta profissionais da área da saúde bem como remédios considerados essenciais nas prateleiras dos hospitais e farmácias dos municípios. Que a maioria dos prefeitos tomem a mesma decisão do prefeito de Cacoal, Tony Pablo, em estancar essa ferida crônica que tanto sangra os cofres públicos e priorize setores importantes da administração.

Campanha fora de época

Pelo que se observou semana passada no gabinete do prefeito Aldo Júlio, praticamente deu demonstração de quem ele irá caminhar junto para deputado federal. Realmente foi uma recepção bastante calorosa com a presença de vários secretários municipal e outros prefeitos e ex-prefeito da região da Zona da Mata, uma atenção especial para o deputado federal Maurício de Carvalho. Na campanha passada, muitos deputados da época como Lúcio Mosquini, Luiz Cláudio e Expedito Neto, jogaram suas esperanças nos braços do prefeito Aldo Júlio, mas no final a coisa deu ruim, Expedito Neto, fez sérias acusações contra o alcaide, alegando que o mesmo não se esforçou em sua reeleição, o que gerou um certo desconforto entre ambos e o disse me disse. 

 

Voltou atrás

A câmara de vereadores de Rolim de Moura, que ano passado recusou votar a criação de dezenas de cargos enviado pelo poder executivo, semana passada resolveu de forma generosa por quase maioria aprovar sem nenhuma discussão sobre as novas e gordas portarias. Causa muita estranheza essa aprovação logo no período de ano eleitoral, os nobres edis nem quiseram tomar conhecimento e meteram tinta, onde apenas o vereador Hulk, o único a votar contra. Essa é uma Casa de leis, bastante generosa quando o assunto é gerar despesas para o contribuinte, onde pode ser constatado, aumentou o número de assessores, quase dobrou o ( Tik) gratificação alimentar e agora só falta corrigi as diárias para Porto Velho e Brasília. Quanto aos novos cargos correm a boca miúda, que os vereadores terão direito a indicar vários cargos, lógicos, todos são portariados taí a razão. 

 

 

 

 

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